Finalmente um bocadinho para falar convosco. Quer dizer, não é que esteja muito entusiasmada por publicar algo tão..."meu" no blog, não por embaraço, mas porque escrever é difícil e mostrar o que se escreve é ainda mais, de facto. Antes que comece a divagar, vamos ao assunto.
Terça-feira, passando um bocadinho por cima do incidente, não posso deixar de referir que teve muita piada termos pensado que o encontro programado pelo Tiago se tratava antes de um DESENCONTRO. Mas não.
Agora, em relação à segunda parte do dia (se é que se pode chamar-lhe assim), não estava preparada para aquilo que aconteceu, ou melhor, não esperava nada daquele género. Quando o Tiago nos levou (a mim e à Susana) para o pátio de escultura e do alto nos disse «ESTE É O MEU ÚLTIMO CONVITE, DISSE O TIAGO. E com isto quero dizer que não voltarei a "fazer parte disto".» (sendo que "fazer parte disto" é provavelmente a minha tradução mental, feita naquele momento, das palavras que ele realmente usou)...portanto, aqui há duas coisas a salientar, o contraste da reacção explosiva da Susana com a minha aparente apatia perante o segundo (não necessariamente por esta ordem) factor importante da situação, isto é, a imcompreensão causada pela estreita fissura entre coisa real ou ficcionada. O menino Tiago conseguiu por duas vezes distintas criar em nós este desconforto que é não se saber se está a falar a sério ou a representar.
Olha Tiago, não gostava nada de repetir a experiência, porque provocaste em mim desalento, desconsolo, incomodou-me muito tudo aquilo, ainda que a minha explosão tenha sido interna. Mas tenho que te felicitar, independentemente da tua ideia se ter concretizado ou não de acordo com o que pensaste, conseguiste, sem dúvida, despoletar a reacção e intervenção de quem te viu e ouviu.
Enfim, já me estou a enrolar, por isso vou ficar por aqui.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
o encontro
O encontro não era encontra-me. afinal era apenas espera-me. mas no fundo é encontra-me. encontra-me coisas em comum. encontra-me um objectivo comum. até podem ser objectivos incomuns. podem ser ausências. se a vida é feita de esperas e ausências, também não poderemos usá-las em palco?
portanto...
portanto...
domingo, 19 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
porquê?
porque sim.
porque não temos mais nada em comum.
porque nem sei se somos 8!!?!!
porque tinha que ser qualquer coisa. porque para que qualquer coisa seja
- para que possa ser -
para ser coisa -
tem que ser designada,
tem que ser nomeada,
baptizada.
doutra forma não existe. não tem existência. não é reconhecível.
pelo que tinha que ter um nome. tudo tem um nome. não existe nada que não tenha nome.
nada existe desprovido de nomenclatura e isto não havia de ser diferente.
e eu estava sozinha.
pelo que decidi sozinha. chamei-lhe isto.
oupencol.
eu gosto.
parece um nome de um medicamento
ou de uma empresa de construções
ou
pen
col
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