quinta-feira, 23 de junho de 2011

sobre "Este é o meu último convite, disse o Tiago"

Finalmente um bocadinho para falar convosco. Quer dizer, não é que esteja muito entusiasmada por publicar algo tão..."meu" no blog, não por embaraço, mas porque escrever é difícil e mostrar o que se escreve é ainda mais, de facto. Antes que comece a divagar, vamos ao assunto.
Terça-feira, passando um bocadinho por cima do incidente, não posso deixar de referir que teve muita piada termos pensado que o encontro programado pelo Tiago se tratava antes de um DESENCONTRO. Mas não.
Agora, em relação à segunda parte do dia (se é que se pode chamar-lhe assim), não estava preparada para aquilo que aconteceu, ou melhor, não esperava nada daquele género. Quando o Tiago nos levou (a mim e à Susana) para o pátio de escultura e do alto nos disse «ESTE É O MEU ÚLTIMO CONVITE, DISSE O TIAGO. E com isto quero dizer que não voltarei a "fazer parte disto".» (sendo que "fazer parte disto" é provavelmente a minha tradução mental, feita naquele momento, das palavras que ele realmente usou)...portanto, aqui há duas coisas a salientar, o contraste da reacção explosiva da Susana com a minha aparente apatia perante o segundo (não necessariamente por esta ordem) factor importante da situação, isto é, a imcompreensão causada pela estreita fissura entre coisa real ou ficcionada. O menino Tiago conseguiu por duas vezes distintas criar em nós este desconforto que é não se saber se está a falar a sério ou a representar.
Olha Tiago, não gostava nada de repetir a experiência, porque provocaste em mim desalento, desconsolo, incomodou-me muito tudo aquilo, ainda que a minha explosão tenha sido interna. Mas tenho que te felicitar, independentemente da tua ideia se ter concretizado ou não de acordo com o que pensaste, conseguiste, sem dúvida, despoletar a reacção e intervenção de quem te viu e ouviu.
Enfim, já me estou a enrolar, por isso vou ficar por aqui.

Sem comentários:

Enviar um comentário